sexta-feira, 18 de novembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Dia 17/11/2011 às 17 horas, no espaço-sede do Núcleo de Consciência Negra na USP
Avenida Prof. Lúcio Martins Rodrigues, Travessa 4 Bloco 3, Tel: 3091-4291 - Barracões atrás da FEA / USP.
O Núcleo de Consciência Negra (NCN) está sob ameaça de deixar de existir fisicamente dentro da USP e, sendo assim, pede o apoio de todo/as que se solidarizam com seus objetivos e com sua atuação dentro do espaço político e acadêmico da USP. Com efeito, ele está sendo ameaçado de expulsão desse espaço que ocupa há mais de 2 décadas. Ora, sabemos que sem esse espaço, o NCN terá menos força e ficará inviabilizado de perseguir seus objetivos em benefício dos jovens afrodescendentes presentes e futuros.
O que está acontecendo?
Desde sua criação há mais de 20 anos, o NCN sofre constantes ameaças de perder o uso do espaço e ser expulso da USP por conta de levantar e defender uma bandeira a qual a USP quer ignorar... a bandeira das reparações históricas ao povo negro e da inclusão étnica-racial... e neste momento a USP quer demolir o barracão que ocupamos no campus da Cidade Universitária / Butantã.Em Setembro/2011, a Reitoria da USP encaminhou um pedido para a Comissão Permanente de Políticas Públicas de Inclusão Social, criada pela Portaria GR Nº 4846, para que esta fizesse uma avaliação de mérito sobre a relevância das atividades desenvolvidas pelo NCN que justifique (ou não) a sua permanência no campus. O parecer, cuidadosamente elaborado e assinado pela Professora Dra. Eunice de Aparecida de Jesus Prudente, Presidente da Comissão citada, fez uma análise pormenorizada sobre a existência do NCN no espaço da USP, assim como sobre as numerosas atividades desenvolvidas pelo NCN, visando sempre à integração dos afrodescendentes tanto na USP como na sociedade brasileira de modo geral e concluiu o relatório advogando que a permanência do NCN pode ocorrer mediante um instrumento jurídico que regulariza a incorporação do NCN pela USP (leia-se... se nós deixarmos de existir enquanto associação política autônoma e passarmos a ser um "Núcleo" da USP, sob seu comando).O parecer da USP não diz em momento algum que a USP garantirá o uso do nosso espaço para desenvolvermos nossas atividades, que dentre elas destacamos: o Curso Popular Pré-vestibular, o Centro de Estudo de Idiomas (CEI), as Oficinas de Teatro e as Oficinas de Cidadania, que abarcam debates, seminários e palestras sobre a história, as demandas e a cultura afro-brasileira.É diante dessa indefinição e impasse no qual se encontra o futuro do NCN, que seus membros, estudantes, funcionários e docentes estão convocando uma reunião ampla, com lideranças de diversos setores que apoiam os objetivos e a ação do NCN, para atuarmos conjuntamente visando encontrar uma solução duradoura contra a repressão e ameaças que o NCN está sofrendo.Por conta disto, contamos com a sua presença, solidariedade e apoio!Coordenação do Núcleo de Consciência Negra
FORA A POLÍCIA MILITAR
FORA A POLÍCIA MILITAR
COTAS NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS NO ESTADO DE SÃO PAULO É BANDEIRA DE LUTA DA VIII MARCHA DA CONSCIENCIA NEGRA!
No dia 08 de novembro de 2011, vários grupamentos da polícia militar realizaram uma incursão violenta na Universidade de São Paulo, atendendo ao pedido de reintegração de posse requisitado pela reitoria e deferido pela Justiça. Durante essa ação, a moradia estudantil (CRUSP) foi sitiada com o uso de gás lacrimogênio e um enorme aparato policial. Paralelamente, as tropas da polícia levaram a cabo a desocupação do prédio da reitoria, impedindo que a imprensa acompanhasse os momentos decisivos da operação. Por fim, 73 estudandes foram presos, colocados nos ônibus da polícia, e encaminhados para o 91º DP, onde permaneceram retidos nos veículos, em condições precárias, por várias horas.Ao contrário do que tem sido propagandeado pela grande mídia, a crise da USP, que culminou com essa brutal ocupação militar, não tem relação direta com a defesa ou proibição do uso de drogas no campus. Na verdade, o que está em jogo é a incapacidade das autoritárias estruturas de poder da universidade de admitir conflitos e permitir a efetiva participação da comunidade acadêmica nas decisões fundamentais da instituição. Essas estruturas revelam a permanência na USP de dispositivos de poder forjados pela ditadura militar, entre os quais: a inexistência de eleições representativas para Reitor, a ingerência do Governo estadual nesse processo de escolha e a não-revogação do anacrônico regimento disciplinar de 1972.Valendo-se desta estrutura, o atual reitor, não por acaso laureado pela ditadura militar, João Grandino Rodas, nos diversos cargos que ocupou, tem adotado medidas violentas: processos administrativos contra estudantes e funcionários, revistas policiais infundadas e recorrentes nos corredores das unidades e centros acadêmicos, vigilância sobre participantes de manisfestações e intimidação generalizada.Este problema não é um privilégio da USP. Tirando proveito do sentimento geral de insegurança, cuidadosamente manipulado, o Governo do Estado cerceia direitos civis fundamentais de toda sociedade. Para tanto, vale-se da polícia militar, ela própria uma instituição incompatível com o Estado Democrático de Direito, como instrumento de repressão a movimentos sociais, aos moradores da periferia, às ocupações de moradias, aos trabalhadores informais, entre outros.Por tudo isso, nós, pesquisadores da Universidade de São Paulo, alunos de pós-graduação, mestres e doutores, repudiamos o fato de que a polícia militar ocupe, ou melhor, invada os espaços da política, na Universidade e na sociedade como um todo.Fábio Luis Ferreira Nóbrega Franci – Mestrando da Filosofia-USPHenrique Pereira Monteiro – Doutorando em Filosofia-USPSilvia Viana Rodrigues - Doutora em Sociologia-USPFernanda Elias Zaccarelli Salgueiro – Graduanda Filosofia-USPGeorgia Christ Sarris – Doutoranda Filosofia-USPGilberto Tedeia – Doutor em Filosofia-USPAnderson Gonçalves Santos – Doutor em Filosofia-USPBianca Barbosa Chizzolini – Mestranda em Antropologia-USPMaria Caramez Carlotto – Doutoranda em Sociologia-USPEduardo Altheman Camargo Santos – Mestrando em Sociologia-USPDaniel Santos Garroux – Mestrando em Letras-USPNicolau Bruno de Almeida Leonel – Doutorando em Cinema-USPAna Paula SAlviatti Bonuccelli – Mestranda em História – USPAnderson Aparecido Lima da Silva – Mestrando em Filosofia – USPJosé Calixto Kahil Cohn – Mestrando em Filosofia – USPAntonio Fernando Longo Vidal Filho – Mestrando em Filosofia –USPPhilippe Freitas – Mestrando em Música – UNESPBruna Della Torre de Carvalho Lima – Mestranda em Antropologia – USPLucas Amaral de Oliveira – Programa de Pós Graduação em Sociologia – USPBruna Nunes da Costa Triana – Programa de Pós-Graduação em Antropologia – USPJosé César de Magalhãs Jr. – Doutorando em Sociologia – USPEduardo Orsilini Fernandes – Mestrando em Filosofia USPWeslei Estradiote Rodrigues – Mestrando em Antropologia – USPBruno de Carvalho Rodrigues de Freitas – Graduando em Filosofia – USPCamila Gui Rosatti – Graduando em Ciências Sociais – USPMartha GAbrielly Coletto Costa – mestranda em FilosofiaRafael Garganp – Mestrando em Filosofia – USPAntonio David – Mestrando em Filosofia – USPPedro Alonso Amaral Falcão – Mestrando em Filosofia
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
ABDIAS DO NASCIMENTO É UM DOS PRINCIPAIS HOMENAGEADOS PELA VIII MARCHA DA CONSCIENCIA NEGRA
ABDIAS DO NASCIMENTO É UM DOS PRINCIPAIS HOMENAGEADOS PELA VIII MARCHA DA CONSCIENCIA NEGRA
CELEBRAÇÃO DA VIDA E OBRA DE ABDIAS NASCIMENTO E CERIMÔNIA DE
CELEBRAÇÃO DA VIDA E OBRA DE ABDIAS NASCIMENTO E CERIMÔNIA DE
DEPOSIÇÃO DE SUAS CINZAS NO ALTO DA SERRA DA BARRIGA
Ìgbà Ábídi Seminário Afro-Brasileiro
Projeto Raízes de Áfricas e parceiros, Faculdade Integrada Tiradentes
Dia 12 de novembro – Av. Com. Gustavo Paiva, 2990 - Maceió
Cerimônia de Deposição das Cinzas de Abdias Nascimento
no Alto da Serra da Barriga
Dia 13 de novembro
DATA
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HORA
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ATIVIDADE
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12/nov
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8h às 9h
9h
10h
10h30
11h00
12h00
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Entrega de material
Lançamento Documentário: Abdias Nascimento
Roteiro e Direção de Fernando Bola
Abertura solene
Execução do Hino Nacional- Madalena Oliveira (cantora alagoana)
Execução do Hino de Alagoas Madalena Oliveira (cantora alagoana)
Composição da mesa.
Apresentações afro-culturais
Coral da 3ª Idade do SESC
Espetáculo Negro - Fernando Gonçalves de Lima- (Bailarino de Palmeira dos Índios/Alagoas)
Mesa I- * Enu!
A Serra da Barriga como patrimônio da humanidade e o movimento Negro antes e depois de Abdias Nascimento
Carlos Alberto Medeiros- Autor do livro Na lei e na raça. Foi um assessor dos mais importantes de Abdias Nascimento no Senado e na Secretaria de Defesa e Promoção das Populações Negras do Governo do Rio de Janeiro.
Adomair O. Ogunbiyi- Militante do Movimento Negro Unificado - MNU, pedagogo e estudioso das questões Étnico-raciais-São Luís - Maranhão
Deise Benedito- É Bacharel em Direito; Membro do Fórum Nacional de Entidades de Direitos Humanos – FENDH; Membro do Fórum Nacional de Mulheres Negras – FNMN; Assessora da Secretaria Executiva da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
Elson Davi da Silva Cardoso - Universidade Federal de Alagoas/Secretário de Cultura de União dos Palmares.
Mediação: Ilma Fátima de Jesus- Mestra em Educação pela Universidade Federal do Maranhão - UFMA. Coordenadora Nacional de Formação do Movimento Negro Unificado - MNU (2009-2011). Membro do Conselho Editorial da Revista Raça Brasil.
Debate
*Enu- abertura em yorubá
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12h40
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Intervalo para almoço
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14h00
14h30
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Apresentação do Prêmio Nacional Erí-okán (Consciência) Uma Homenagem a Abdias Nascimento
Mesa II- *Rirantí
Reflexões sobre os 80 anos da Frente Negra Brasileira
Carlos Alberto Caó - Jornalista ex-parlamentar e autor da Lei que criminaliza a prática do racismo no Brasil- Lei Caó
Leitura de Poema de Abdias Nascimento - Atriz Léa Garcia
Mediação: Fernando Bola – Jornalista TV Câmara
Debate
* Rirantí memória e yorubá.
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16h
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Mesa III- *Akogun
Saudação dos tambores nigerianos
Abdias Nascimento e o legado político-cultural pan-africanista.
Anani Dzidzienyo (Gana) – Professor de Estudos Africanos e de Estudos Luso-Brasileiros da Universidade Brown, EUA
Patrick Bellegarde-Smith - Professor Emérito de Estudos Africanos da Universidade de Wisconsin em Milwaukee.
Olatunde Babawale, Centro para Civilização e Cultura Negra e Africana, Ministério da Cultura e Turismo do Governo da Nigéria
Felix Ayoh'Omidire, Universidade Obafemi Awolowo, Nigéria
Leroi Callwell Johnson, Conselho do Museu Burchfield-Penney, Búfalo, Estado de Nova York, EUA
*Akogun herói em yorubá
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18h00
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Encerramento
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13/nov
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7h
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Saída de Maceió para União dos Palmares
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Início da cerimônia
Ìran
(família)
No sopé da Serra da Barriga
Parte II
Ranti (lembrar)
Espaço Abdias Nascimento
Lagoa dos Negros
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9h30
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Invocação aos ancestrais - viúva Elisa Larkin Nascimento e família
Oferenda de bebida aos ancestrais na tradição africana: professor Anani Dzidzienyo e filhos de Abdias Nascimento – Henrique Nascimento, Bida Nascimento, Osiris Larkin Nascimento.
Leitura do poema "Escalando a Serra da Barriga", Débora Almeida (Fórum Nacional de Performance Negra), Chico de Assis (ator alagoano).
Saudação de todos os tambores - os nigerianos, Emile Latimer (Búfalo, EUA), Djalma Corrêa e percussionistas brasileiros.
Abertura solene
Execução do Hino Nacional pela Banda do Exército Brasileiro
Execução do Hino de Alagoas- Cantora-Madalena Oliveira
Execução do Hino de União dos Palmares
Saudações brasileiras.
Saudações africanas e internacionais.
Plantio de muda de baobá pelos filhos de Abdias Nascimento
Plantio de muda de gameleira branca pela bisneta Luíza Guzman do Nascimento
Cerimônia interreligiosa. Participação do professor e babalawô Wande Abimbola (Nigéria), Iradj Eghrari (Ba’hai), Patrick Bellegarde-Smith (vodou haitiano), oficiantes do candomblé e de outras fés.
Deposição das cinzas.
Colocação da lápide.
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Entre tambores e cuícas: O racismo ainda é o maior mal
Enviado Milton MNU
Entre tambores e cuícas: O racismo ainda é o maior mal
Após assistir a um vídeo de um culto, dentro uma igreja de base pentecostal, resolvi evidenciar algumas preocupações do ponto de vista da liberdade religiosa. Retomo o passado e lembro que os nazistas a mando de Hitler antes do Holocausto, para construir e promover o ódio aos judeus ridicularizava e endemonizava a sua cultura. Atualmente muitos seguidores de religiões pentecostais transformaram sua pratica religiosa em perseguição religiosa aos cultos de origem africana. Muito semelhante aos seguidores da seita nazifascistas racistas e assassina denominada Kun Klus Kan nos Estados Unidos da América( que, diga-se de passagem, são seguidores da religião Adventista dos últimos dias). È comum ver dentro dessas igrejas a reprodução e uso dos rituais de religiões de matriz africana não só para esvaziá-los de sentido , mas para nos caracterizá-los pejorativamente como o sentido do mal- o Mal a ser exterminado, leia-se povos a ser exterminados.
È lamentável e inadmissível que no século XXI, pareça que estamos entre o período da Inquisição ou diante da SEGUNDA GUERRA NACIONAL RELIGIOSA.
O PIOR É CONSTATAR QUE OS CULTOS PENTECOSTAIS, USAM NOSSOS SÍMBOLOS, NOSSOS INSTRUMENTOS, NOSSA COSMOGONIA AFRICANA PARA DESTRUÍ-LOS, Uma demonstração de desrespeitosa de RITUAIS DE 6000 ANOS ao cristalizá-los como FOLCLORE DO MALIGNO.
O contraditório DE TUDO ISTO é que grande parte dos brasileiros quando adoecem de enfermidades graves recorrem aos terreiros de candomblé ou umbanda para se tratarem. Portanto a história das contribuições da cultura religiosa de matriz africana tem se mostrado um avanço na cultura DO BEM, DA CULTURA DA CURA. Os terreiros sempre foram verdadeiros exemplos de "hospitais" de pratica de uma medicina integral e fitoterapia . São políticas de saúde pública, são espaços de retomada histórica de nossos territórios de liberdade, são referencias de sociedade multicultural. A nossa história revela que o legado africano tem mais relações COM O BEM SOCIAL E COM A JUSTIÇA DO QUE MATRIZES PSEUDO RELIGIOSAS
O movimento Negro Unificado denuncia essa intolerância religiosa, e reforça que a sociedade não deve permitir que essa violência simbólica se perpetue. No passado torturavam e assassinaram nossos ancestrais africanos e queimaram as mulheres do candomblé na fogueira em nome da fé no judaísmo cristão católico, depois os europeus nazistas assassinaram e exterminaram em câmara de gás, negros e judeus em nome de uma suposta "raça e cultura pura". A conclusão é que segundo Bourdieu, a violência física sempre é antecipada pela violência simbólica, assim o poder simbólico do racismo, faz com os oprimidos aceitem, assimile e acredite no discurso do opressor e destruam a si mesmos. Negros alienados que oprimem nossa cultura devem se libertar do discurso racista e anti africano . Não podemos nos destruir assim, isto é uma autofagia cultural, a morte de nós mesmos. Mesmo que estejamos diante de uma manifestação de Fé cabe lembrar que em nome da fé também se produz racismo, antiafricanismo e desrespeito religioso e nazismos. Como não existem escolas para a promoção da igualdade o resultado é que até os negros e mulheres negras podem aprender e reproduzir esse MASSACRE CULTURAL COM AS MANIFESTAÇÔES DE MATRIZ AFRICANA. O poder simbólico do racismo supera a “ pele preta”.A nossa emancipação é a tomada da consciência negra , dos nossos direitos enquanto sujeitos de nossa história.
Enquanto militantes e cidadãos , não podemos e não vamos permitir que promovam a violência simbólica e física mais uma vez com a nossa história e com o maior bem que carregamos: O NOSSO LEGADO ANCESTRAL E ESPIRITUAL AFRICANO. Esse legado é LIBERTÀRIO E SAGRADO
ANGELA GOMES/MNU MG.
domingo, 13 de novembro de 2011
OAB-SP vai receber denuncia de racismo
Enviado Marcia Farro
A OAB SP assina na próxima quarta-feira (16/11), às 10 horas, na sede da Ordem Convênio com a Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania para que a Ordem atue como órgão receptor de denúncias de crime de racismo.Participam da assinatura o presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D'Urso; a secretária de Justiça e Cidadania, Eloisa de Sousa Arruda e o presidente da Comissão de Igualdade Racial, Eduardo Pereira da Silva .
O convênio terá duração de 30 meses, a partir da data de assinatura, e não envolve repasses de recursos materiais e/ou financeiros entre os participantes. Visa "contribuir para a construção de uma Rede de Superação à Discriminação Preconceito e intolerância envolvendo as diversas instâncias de discussão".
"Esse convênio tem um papel importante porque, diante da capilaridade da OABSP, o cidadão passará a ter mais locais para apresentar sua denúncia de crime de racismo, a qual será encaminhada à Secretaria de Justiça para a apuração competente. Nas 225 subsecções da Ordem em todo o Estado, a comunicação terá a acolhida necessária nesse momento de sofrimento da vítima", explica Eduardo Pereira da Silva, presidente da Comissão da Igualdade Racial da OAB SP.
Para o presidente D'Urso, esse é mais um serviço de cidadania prestado pela OAB SP. "A vítima de discriminação racial fica fragilizada, abalada com a violência sofrida, que pode ocorrer em qualquer espaço, tais como estabelecimentos comerciais, escola, ambiente de trabalho ou até na porta giratória de um banco. Nas 225 subsecções da OAB SP receberemos a denúncia de qualquer ato discriminatório, dando o devido encaminhamento junto à Secretaria da Justiça e Cidadania", ressalta D'Urso.
REFERÊNCIA: OAB-SP vai receber denuncia de racismo. Disponível em: http://www.oabsp.org.br/ noticias/2011/11/11/7420. Acesso em: 12 Nov. 2011.
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